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Archive for the ‘Bate-papo’ Category

A comida mineira é a minha preferida! Aliás, não só a comida, gosto muito de Minas (clique aqui).

Consegui comprar esses dias o primeiro volume da Coleção Cozinha Regional Brasileira da Abril. Foi o volume mais concorrido da coleção: sempre que ia na banca ver se o relançamento do volume já tinha chegado, quebrava a cara; ele já tinha esgotado!

O volume está caprichado, com receitas pra lá de boas e com uma linda introdução do Frei Betto, que transcrevo a seguir:

“Comida Mineira: trem danado de bão

Filho de Maria Stella Libanio Christo, autora do clássico Fogão de Lenha – 300 anos de cozinha mineira, sinto-me com muito apetite para apresentar a culinária mineira.

Minas é um estado de espírito que se conhece pelo paladar. Basta levar à mesa, em qualquer lugar do mundo, o Mexidão da Beth Beltrão; a Carne Moída Atrás do Muro do Cantídio Lana; ou o Ioiô-com-IaIá de dona Lucinha. Acrescentem-se: prosa solta, um gole de cachaça ou licor de jabuticaba; e o profundo sentimento de fraternura. É em torno da mesa que o mineiro congrega a família, reúne amigos, celebra a vida. Em Minas, a mesa é o verdadeiro altar, onde se partilham tristezas e alegrias, nostalgias e sonhos, na conversa tão espichada quanto ladainha de igreja. Salivam-se saudades deixadas no paladar. O coração transborda no jeito mineiro de conversar: as frases são sinuosas e delicadas como as curvas das montanhas.

A culinária mineira deita raízes na variedade da cozinha indígena, nos queijos e toucinhos vindos de Portugal, na criatividade do voraz apetite dos escravos das minas de ouro e diamante. Mineiro, quando se alimenta, se acalenta.

Frei Betto

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A cozinha é o lugar mais vivo da casa: o espaço onde acontecem não só as refeições, mas as relações de afeto.


(clickaumentável)

 

Parte do texto de Mariana Lacerda para a Revista Vida Simples.

Em toda morada, a cozinha é assim: espécie de relógio que marca os compassos do dia, um coração que sensibiliza os limites do lar ao anunciar as horas e, nelas, os encontros entre todos. Uma casa que tem a cozinha funcionando plenamente é mais viva. Hoje é o lugar de encontro preferido da casa “porque há algo de mágico entre cozinhar, comer, beber e conversar”, diz o arquiteto Marcelo Ferraz, de São Paulo. Mas nem sempre foi assim.

Ao longo da história, a cozinha – seu tamanho e sua localização na casa – foi sendo modificada seguindo as mudanças de como nos relacionamos em família, nosso jeito de administrar o tempo e até mesmo, como não poderia deixar de ser, nossos hábitos alimentares.

No Brasil, as primeiras cozinhas foram as indígenas: fogareiros e, sobre eles, potes e tachos de cerâmica, no lado de fora das tabas e palhoças. Mas também, não raro, o fogareiro ficava dentro da taba para espantar os mosquitos e aquecer os moradores, sempre em volta do fogo.

Quando os portugueses chegaram por estas terras, a ajuda indígena foi de um valor inestimável. Para sua casa, o homem branco tomou emprestados do índio, além da rede e da canoa, panelas de barro e fogareiros a lenha, alguns ingredientes para a culinária – o principal deles a mandioca.

Assim, o índio foi dando sua contribuição à cozinha que aos poucos seria chamada de brasileira – e que seria bem diferente sem a presença do negro, que, como escravo dos portugueses, também deu sua contribuição.

Até bem pouco tempo atrás e mesmo ainda hoje, o desenho de nossas cozinhas reflete nosso passado ligado à escravidão: a sala aparece isolada da cozinha, que por sua vez é seguida de área de serviço e quarto de empregada. Um modelo cujas bases ainda se encontram em nossa herança escravocrata.

Na Europa, contudo, as casas e apartamentos foram planejados sem levar em consideração a presença de domésticas. A cozinha tradicionalmente constituía uma espécie de apêndice da sala de estar, pois jamais foi pensada, com exceção daquelas dos palácios da corte, para contarem com a ajuda de empregados.

Na virada do século 20, surgiu a Cozinha de Frankfurt, uma invenção cujo projeto saiu das mãos de uma mulher. A arquiteta alemã Margarete Lihotzky inovou ao propor uma cozinha pequenininha, planejada, e onde todos os utensílios estavam sempre visíveis. Sua criação ganhou o nome de “cozinha-máquina”, pois a idéia principal era a utilização racional dos espaços e dos utensílios para facilitar o trabalho feminino que, já não era sem tempo, deixava de ser apenas caseiro para ganhar o mercado de trabalho.

Vem dos Estados Unidos, contudo, o jeito cada vez mais recorrente nas metrópoles brasileiras de projetar a cozinha: colocá-la junto à sala. Trata-se da cozinha americana. Que é também compacta, pequena, com peneiras, conchas e facas à mostra, mas com uma diferença em relação à Cozinha de Frankfurt: está ligada à sala. É uma forma de ganhar espaços e aproximar quem cozinha do convívio social. “Hoje a sala passou a ser cozinha”, diz Marcelo Ferraz.

O arquiteto lembra que, muito embora essa seja uma tendência cada vez maior nas novas residências, sobretudo em reformas, a cozinha integrada à sala é comum nas casinhas interioranas, onde o espaço sempre foi reduzido.

Recentemente, surgiu o conceito de cozinha Gourmet: O ambiente gourmet tem como característica principal servir de ponto de encontro entre o cozinheiro e seus convidados. A proposta é integrar os amigos e a família, ao mesmo tempo em que é possível preparar alimentos sem precisar ficar isolado na cozinha. O ponto forte da cozinha gourmet é a ilha, uma mesa central que reúne as pessoas em torno do cozinheiro. Outra característica forte da cozinha gourmet é que os utensílios, eletrodomésticos e condimentos saem dos armários e ficam expostos, como parte da decoração.

Gourmet (clickaumentável)

Gourmet by Karla Silva (clickaumentável)

Parece até trivial, mas, se você parar para pensar, existe algo de muito especial em permanecer horas e horas em volta de uma mesa, compartilhado conversas e garrafas de vinho enquanto um prato sai do forno. E por isso mesmo a cozinha tornou-se o lugar preferido de uma moradia. Seja para quem cozinha, seja para quem saboreia.

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Café

Eu simplesmente adoro café!

Puro ou com espuma de leite por cima com canela salpicada. De coador ou espresso. Com pão na chapa, broa, pão-de-queijo ou bolo de fubá pra acompanhar, como finalizador de refeições ou a qualquer hora do dia (ou da noite).

Café da manhã

Café da manhã

Fiz até um post sobre café no meu outro blog e tenho outro blog com nome de café!

Enquanto não tenho minha própria cafeteira espresso, faço o cruel sacrifício de visitar cafeterias, sozinha, com o marido ou com amigos.

A qualquer hora.

A qualquer hora.

Gostoso sentar à mesa, olhar o cardápio (mesmo que seja por puro hábito), fazer o pedido e esperar pela sua chegada, jogar papo fora…

Ofner, Kopenhagen (com petit wafer acompanhando), Empório dos Pães, Havanna (com alfajor de acompanhamento), Cristallo (com a colher banhada em chocolate)… elas são várias, mas a de coração é a Fran’s.

O mais querido!

O mais querido!

Vai um cafezinho aí? 😉

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Prefácio

A idéia para esse blog veio de repente.

Há tempos queria criar outro blog_ desde que fiz a coluna Fala, tia Fono. Mas achei que não valeria a pena ter um blog fonoaudiológico porque seria pouco divertido, para mim, escrevê-lo.

Como adoro comer fora e adoro ser chef nos finais de semana, um dia acordei e disse ao marido que faria um blog culinário. Ele sugeriu que eu fizesse uma coluna no Publicações, mas achei que fosse misturar demais as coisas…

Um mix de livro de receitas virtual com guia de restaurantes: aqui você encontrará receitas (que fiz e aprovei) e dicas de restaurantes e barzinhos bons que visitei.

Muita coisa do que colocarei aqui já foi postada no meu Multiply. Mas acho complicado deixar lá: quase ninguém tem acesso a ele (nem mesmo eu lembro de entrar) e você não pode comentar se não for membro.

Como não sou tão adepta a fotografias, muita coisa não tem foto… Aos poucos, remediarei isso, sim?

Creio que será um blog mais para satisfação pessoal do que para qualquer outra coisa, assim como o Publicações_ e, como tal, não terá periodicidade definida. Mas, caso você goste desse cantinho, ficarei muito feliz!

Bon apetit!

UPDATE: Adicione o Feed

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